quarta-feira, 25 de abril de 2018

[ Crítica ] Um Lugar Silencioso tensão e angústia do início ao fim



Pôster Oficial do Filme
Dirigido pelo ator John Krasinski, Um Lugar Silencioso é um terror inovador, que se encaixa em um novo subgênero do terror, que tem sido chamado pelos críticos de “terror pós-moderno”. São filmes que conseguem aterrorizar, sem apelar para “sustos fáceis”, usando poucos elementos e um roteiro inusitado.

O filme se passa em um cenário pós-apocalíptico não muito distante, onde a Terra foi invadida por extraterrestres. Pouco se sabe sobre os invasores, apenas que são cegos, e que ao captar uma um certo nível de ruído, atacam a fonte sonora de forma feroz.

 É neste ambiente de pura tensão, no meio de uma fazenda, que vive a família Abot composta por pai (Krasinski), mãe (Blunt), filho (o menino Noah Jupe, de Extraordinário) e filha (a atriz Millicent Simmonds, deficiente auditiva, que trabalhou com Todd Haynes em Sem Fôlego). Um bebê prestes a nascer, sentimentos de culpa e aceitação são alguns dos elementos que ajudam tornar a experiência dessa família ainda mais penosa.
Produção e Elenco do Filme
No decorrer do filme, enquanto você se enche de perguntas, o roteiro escrito por Bryan Woods e Scott Beck, com a ajuda de Krasinski, vai te enchendo de uma tensão agonizante enquanto desenrola lentamente sua brilhante trama.

Em Um Lugar Silencioso, a trilha sonora de Marco Beltrami é quase um personagem que aliado a uma belíssima fotografia consegue passar uma sensação de drama e tensão na medida ideal para que o filme nunca fique entediante.

Um Lugar Silencioso, arruína com seus nervos do início ao fim, e ao acabar ainda deixa uma sensação de ter levado um nocaute.

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